terça-feira, 2 de março de 2010

"Quem quer torradas queimadas???"


Ana Correa é uma amiga de Manaus que sempre me manda e-mail's com mensagens inspirativas. Hoje recebi mais uma dessas pérolas e resolvi compartilhá-la com meus leitores. Contava um jovem aos seus amigos:


"Quando eu ainda era um menino, ocasionalmente minha mãe gostava de preparar um lanche para substituir o jantar, e eu me lembro especialmente de uma dessas refeições.

Naquela noite longínqua, minha mãe pôs um prato de ovos, linguiça, geléia e torradas, estas bastante queimadas, defronte de meu pai.

Lembro-me de ter esperado um pouco para ver a reação daquele homem faminto; qual seriam suas palavras diante daquela situação.

Tudo que meu pai fez foi pegar uma de suas torradas, sorrir para minha mãe e me perguntar como tinha sido o meu dia na escola. Não consigo me recordar da resposta que dei, mas me lembro de ter olhado para ele lambuzando a torrada com manteiga e geléia e engolindo cada bocado.

Quando deixei a mesa naquela noite, ouvi minha mãe se desculpando por haver queimado as torradas, e nunca me esqueci o que meu pai disse a ela:

- Baby, fica tranquila, eu adoro torradas queimadas!

Minha mãe sabia que era uma gentileza, ainda assim se sentiu muito melhor...

Mais tarde naquela noite, quando meu pai foi me desejar um boa noite de sono em meu quarto eu lhe perguntei se realmente tinha gostado das torradas queimadas. Ele me envolveu em seus braços e disse:

- Companheiro, sua mãe teve hoje um dia de trabalho muito pesado e exaustivo e estava realmente cansada. Além disso, torradas queimadas não fazem mal a ninguém!"


O que tenho aprendido com o passar dos anos é saber aceitar as falhas alheias. Escolher respeitar as diferenças entre uns e outros, é uma das chaves mais importantes para criar relacionamentos saudáveis e duradouros.

Minha oração no dia de hoje é que nós exercitemos a prática da tolerância!!!


Mario Hermes

sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Pequenas Atitudes, Grandes Resultados!"


Na última terça-feira recebi um e-mail do meu irmão Marcelo, que mora em Portugal. Nós não nos conhecemos pessoalmente, pois só depois de 30 anos sem ter notícias de minha mãe a reencontrei no início de 2008 e então tive a grata surpresa, entre outras coisas, de conhecer Michelle, minha caçulinha e Marcelo que embora não tenhamos nos abraçado ainda por causa da distância, temos nos comunicado regularmente pela Internet ou por telefone, mas essa história é para outra postagem...
Nesse e-mail Marcelo conta uma história que não sei se é real ou uma ilustração, mas em todo caso serve de despertamento para que tenhamos atitudes de bondade para com todos os que nos cercam e agindo assim, mesmo sem premeditarmos, podemos ter surpresas emocionantes...
A Narrativa de "Mike" é essa:

Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto caminhado para casa depois da aula. Seu nome era Kyle. Ele estava carregando todos os seus livros. Eu pensei: "Por que alguém iria levar para casa todos os seus livro numa sexta-feira? Ele deve ser mesmo um C.D.F!"
O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos no sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle. Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que caiu, ficando prostrado no chão. Seus óculos voaram para longe; Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.
Meu coração ficou penalizado com aquele olhar... corri até ele para ajudá-lo, enquanto lágrimas banhavam seu rosto. Apanhei os óculos e ao entregá-los a ele disse: "Aqueles meninos são idiotas, deveriam arrumar algo melhor para fazer!"
Kyle olhou-me nos olhos e disse: "Hei, obrigado!"
Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Então o ajudei a recolher os livros, dividindo com ele todo aquele peso e perguntei onde morava; éramos vizinhos, mas não nos conhecíamos. Conversamos por todo caminho de volta para casa e ele se revelou um garoto bem legal.
Convidei Kyle para jogar futebol comigo no sábado e passamos todo o fim de semana juntos. Quanto mais convivia com Kyle mais gostava dele e meus amigos compartilhavam do mesmo sentimento.
Na segunda-feira lá estava Kyle carregando de volta todos àqueles livros. Comentei: "Amigo, vai ficar musculoso carregando todos os dias essa pilha de livros!"
Ele simplesmente sorriu, dividiu comigo o peso e nunca mais o vi carregando tantos livros de uma só vez.
Durante os quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos amigos inseparáveis. Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade. Kyle decidiu ira para Georgetown e eu para Duke.
Eu tinha certeza que seríamos amigos para sempre e que distância alguma seria capaz de nos separar. Ele seria Médico e eu tentaria uma bolsa escolar no time de futebol.
Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F; ele teve que prepara um discurso de formatura eu estava aliviado de não ser eu o responsável por subir ao palanque e discursar...
No dia "D", Kyle estava ótimo. Era um daqueles caras que realmente faz sucesso com os colegas; estava mais encorpado e tinha uma bela aparência, apesar dos óculos. Era o "queridinho" das meninas e causava inveja na maioria dos meninos!
Eu podia ver no rosto dele o quanto estava nervoso, então dei um tapinha nas suas costas e disse: "Ei Garotão, você vai se sair bem!"
Com um olhar de gratidão semelhante ao que percebi há quatro anos passados, sorrindo ele disse: "Valeu!!!"
Ao subir no Oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
"A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Nossos Pais, Professores, Irmãos, mas em especial nossos Amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser amigo para alguém é o melhor presente que você pode dar. Vou contar-lhes uma história..."
Eu olhei para meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o dia em que nos falamos pela primeira vez. Ele havia planejado o suicídio naquele final de semana! Contou como havia esvaziado seu armário na escola para que sua mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todos os seus pertences para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.
"Felizmente meu amigo me salvou de fazer algo Abominável!"
Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele momento de fraqueza.
Vi seu Pais olhando par mim e sorrindo com a mesma gratidão de seu filho.
Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me dera naquele distante dia.

Nunca menospreze o poder de suas ações; com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa.
Deus nos coloca na vida dos outros para causarmos um impacto de alguma forma. Procure fazer com que esse impacto seja o melhor possível!
Tiago nos adverte dizendo: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17); aos Gálatas Paulo escreve: "E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido" (Gálatas 6:9).

Reflita!!!

PS.: Em março meu mano Marcelo vem ao Brasil e finalmente poderemos nos abraçar!!!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Amor Incondicional




Domingo, 14 de fevereiro fui ao Sítio onde a IBBarreto realizou o Retiro de Carnaval. Como não tenho carro e o acesso à Itaipuaçú é um tanto complicado nessa época, peguei uma carona com os Irmãos Olavo e Luzia Goiano que estavam trazendo para uma consulta no Hospital Santa Cruz em Niterói o pequeno Matheus, filho e Johnny e Lucy que passara a noite com febre vitimado por uma virose. Os pais estavam muito apreensivos, afinal pais extremados são assim mesmo... Eu os encontrei no "Ponto 100 Réis" e fomos até o Hospital para a consulta; ao chegarmos na emergência havia apenas uma mãe com sua filhina, Livia, uma linda mocinha com algumas complicações respiratórias, mas nada de muito sério. Em seguida surgiu o pai de Livia com um expressão de preocupação estampada no rosto que denotava o cuidado com a filha amada... mais uma vez o Amor de pais dedicados aflorava. Durante a consulta do pequeno Matheus fiquei conversando animadamente com o Irmão Olavo sobre vários assuntos e o tempo parecia não passar; o ambiente climatizado da Sala de Espera era convidativo, enquanto o calor escaldante no estacionamento desestimulava nossa saída...
Próximo ao fim da consulta de Mateuzinho, entrou na Sala uma Mãe de rosto belo e negro com seu filho nos braços. Era um menino lindo, de sorriso fácil, simpatia que encanta ao primeiro olhar. Seu probleminha de saúde era o mesmo de muitas crianças nesse período de temperaturas muito altas e viroses "à solta " por aí, entretanto havia uma diferença: Lucas é uma criança excepcional... Portador de uma paralisia cerebral que o condenou a ser uma eterna criança, o que me impressiona não são as limitações do "Pequeno Infante" Lucas, mas o Amor Incondicional de uma Mãe que sabe que terá que cuidar de seu filho por toda a vida com a certeza de jamais ser recompensada por ele! Tive a oportunidade de conversar com as duas mães e abençoar ambos os filhos, tanto Livia, dita por muitos "normal", quanto Lucas, o "Especial", mas especial mesmo foi essa oportunidade rara que tive. Isso me fez lembrar...
Em 1995, quando era dirigente da então Congregação Batista em Jardim Amendoeira, hoje Igreja Batista Central em Jardim Amendoeira, vivenciei bem de perto esse Amor Extraordinário... Rose, mãe de Vinicius se desdobrava durante todo o dia para cuidar dos afazeres da casa, do marido, do outro filho, enfim das atividades domésticas. Nos dias de culto lá estava Rose, uma mulher de meia idade, no rosto a denúncia do cansaço, corpo frágil, o aspecto gentil e sorriso tímido... no carrinho adaptado, já que Vinícius era já um adolescente de 13 anos e corpo alongado e disforme, vinha o sorridente menino que sempre recebeu de toda membresia da Congregação muito carinho e atenção que ele retribuía com "grunidos" indecifráveis, mas que nos fazia entender a felicidade que sentia por estar ali conosco. Fiz muitas visitas à casa de Rose e invariavelmente percebia a Dedicação e o Amor Imenso daquela Mãe por um filho totalmente dependente dela.
Tal qual esse Amor Inexplicável dessas duas Mães, a do Hospital e de Rose, é o Amor de Deus por nós... Não no tamanho, pois o Amor de Deus pelo Ser Humano é imensurável, mas no fato de ser um Amor Inexplicável ao ponto de enviar seu Único Filho para sofrer os martírios de Redentor.
Da mesma forma que as Mães de "Filhos Especiais" os amam sem qualquer expectativa de serem recompensadas por toda Dedicação e Amor, ainda que nós nos esmeremos no Serviço do "Rei", nada do que façamos será suficiente para agradecer tão Grande Amor de Deus por nós!
Precisamos reconhecer que, tanto quanto os Filhos dessas Mães Extremadas, nós somos totalmente dependentes Desse Deus que é Todo Amor e que não se cansa de nos surpreender com sua "Maravilhosa Graça"!!!
A propósito, chegamos ao Sítio na hora do almoço e o dia foi uma festa...
Mario Hermes

terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Qual o valor de uma Amizade?


Numa Fábrica trabalhavam dois grandes Amigos: Josefh e Severo.
A amizade deles era tamanha que causava certa inveja nos companheiros de trabalho. Em todas as atividades estavam juntos e dividiam até mesmo a "mistura" da marmita. Compartilhavam das alegrias e tristezas, sendo um sempre o apoio do outro. Durante anos conviveram naquela Fábrica e aos finais de semana sempre participavam de programas juntos: futebol, pescaria, caça, almoço familiar, enfim, eram "Amigos do Peito".

Num momento de crise financeira a Fábrica faliu deixando ambos desempregados e totalmente descapitalizados, pois nem mesmo os direitos trabalhistas foram pagos a eles. Passaram por aquele momento crítico juntos e tentavam a todo custo se recolocarem no mercado de trabalho, mas devido aos muitos anos trabalhados numa mesma função que não era comum, e por não terem buscado aprimoramento através de cursos na área de atuação profissional, não encontravam oportunidades.

Os meses se passaram e como consequência da falta de recursos ambos acabaram vendendo seus pertences para sustento pessoal até que sobraram apenas algumas mudas de roupas e uma notificação de despejo para cada um. Ainda assim a amizade se mantinha solidificada e como que por encanto, se tornara mais fraternal.

Decidiram "morar" juntos sob um viaduto próximo ao centro da cidade e se mantinham recolhendo e vendendo papelão, latinhas de alumínio e garrafas Pet. Durante algum tempo conseguiram se manter, mas a crise financeira continuou muito forte e até latinhas, papelão e Pet's se tornaram artigos difíceis de encontrar; junte-se a isso o fato de adoecerem... a umidade da "residência" e a alimentação pouco balanceada fez com que ambos contraissem pneumonia.

Certa manhã Joseph já muito debilitado disse a Severo:

- Amigo, se não nos alimentarmos teremos poucas chances de atravessar a frente fria que vem por aí... existe uma possibilidade de encontrarmos garrafas Pet's na represa da cidade, pois a população costuma jogá-las nos canais que desembocam nela.

Severo, muito pálido e sem forças até para falar naquele momento assentiu com a cabeça concordando com o Amigo e foram em direção à represa.

Logo perceberam que pouquíssimas eram as garrafas, mas como que parecendo improvável, avistaram uma corrente amarrada numa árvore às margens da represa. Severo vociferou:

- Josefh, se tivermos forças para recolher essa corrente poderemos vendê-la e nos mantermos por pelo menos 15 dias!

Fizeram um esforço hercúleo para puxar a corrente e surpreendentemente na ponta dela estava preso um baú com um cadeado enorme. Abriram o cadeado e vislumbraram a solução para todos os seus problemas: barras e mais barras de ouro!

Só havia um problema, como ambos estavam muito debilitados não conseguiriam levar o baú para vender algumas barras de ouro e depositar num banco todo o resto. Severo que estava em pior situação física sugeriu a Josefh:

- Pegue uma barra dessas meu amigo, vá até a cidade e venda. Compre roupas novas para você, vá ao barbeiro e peça o serviço completo, faça um bela refeição num restaurante refinado e traga uma "quentinha" para mim, que ficarei aqui com o baú aguardando seu regresso...

Bastante desconfiado, Josefh perguntou a Severo:

- Quem me garante que quando eu voltar você estará aqui me aguardando?

- O que é isso meu Amigo, passamos por tantas juntos, jamais faria algo que abalasse nossa amizade, ademais, estou tão fraco que, mesmo que quisesse não conseguiria arreder um metro esse baú do lugar que está - Disse Severo.

Muito à contra gosto Joseph pegou uma barra de ouro e rumou ao centro da cidade e seguiu a risca todos os conselhos de Severo: loja de roupas, barbearia, restaurante, "quentinha"...

Retornando às margens da represa pensou: - É muito dinheiro... poderia ficar com todo ele para mim, afinal "eu mereço"!

Ao passar por uma bodega teve uma idéia macabra: Vou comprar "chumbinho" misturar nessa quentinha... Severo, aquele esfomiado nem vai perceber e morrendo ele ficarei com todo o ouro para mim!

Colocou em prática a idéia nefasta e satisfeito, foi ao encontro do "Amigo". Aproximando-se do local não avistou Severo e encontrou o baú vazio! enquanto maldizia o dia que conheceu Severo, este se aproximou sorrateiramente por trás dele e desferiu um golpe em sua nuca com uma pedra lavada, matando o amigo... Severo tinha retirado uma a uma todas as barra de ouro e escondido atrás da árvore, de onde observava Josefh se aproximando. Pensara: "eu mereço" ficar com as barras de ouro, afinal Josefh sempre foi mais afortunado que eu! Arquitetou desferir o golpe no "Amigo", o que fizera com eficiência.

Após se certificar da morte de Josefh, Severo pegou a "quentinha" e a comeu como se fosse sua "última refeição", e ERA!!!


Esta ilustração retrata o quanto pernicioso pode ser o "Amor ao Dinheiro", como nos adverte a Palavra de Deus. Josefh e Severo, amigos em todas as circunstâncias foram tomados de assalto por um sentimento que há muito tem sido a ruína dos homens: "GANÂNCIA".

Não é preciso um baú de ouro para que esse sentimento aflore, basta que amigos concorram a uma única promoção no local de trabalho para que "assassinatos" aconteçam nas mentes e sentenças de morte saltem de suas bocas... Não precisa ser dinheiro: o poder, por menor que seja, muitas vezes traz a tona sentimentos tão perniciosos como a ganância: INVEJA, INTOLERÂNCIA e tantos outros!

Tenhamos todos o desejo de estarmos à "quilometros" de distância dessas torpezas,


Que o Amor de Deus e seu Carisma inunde nossos corações,

Mario Hermes

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"A que distância você consegue parar do Abismo sem cair nele???"

Semana passada no trabalho durante o DDS (Diálogo Diário de Segurança), que é uma reunião realizada diariamente antes do início do expediente para tratar de assuntos ligados à Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, o Rosenildo pediu a palavra e contou uma ilustração que vou reproduzir aqui:

Determinado Rei, precisando de um motorista para o conduzir aos seus compromissos, já que o velho companheiro de longos anos havia se aposentado, mandou colocar um anúncio no Jornal Real oferecendo uma vaga de "Motorista Real". Vários candidatos se apresentaram para concorrerem à vaga, mas a seleção prévia realizada pelos funcionários do palácio indicou 3 candidatos com Curriculuns exemplares, entretanto a decisão final seria do Rei que pessoalmente conversaria com os pretendentes ao "Volante Real".

Os candidatos, nervosos e ansiosos, aguardavam numa sala a entrevista com o Rei que não se demorou a entrar. Cumprimentou os homens impecavelmente vestidos e disse:

- Senhores, é evidente a capacidade profissional de todos vocês de modo que não há muito que analisar, a não ser a resposta que me darão à uma pergunta que farei em particular a cada um dos senhores. Vocês entrarão naquela sala e responderão ao meu questionamento; retornarão à esta sala, mas em hipótese nenhuma revelará aos demais a pergunta feita nem a resposta dada!

Depois destas instruções o primeiro candidato entrou e foi imediatamente questionado:

- Transitando por uma estrada e avistando ao longe um abismo, a qual distância você consegue parar antes do abismo sem cair nele, independente da velocidade praticada?!?!

O candidato pensou, pensou e respondeu:

- Levando em consideração todos os anos de experiência na profissão e habilidades adquiridas, com certeza consigo para 1 metro antes do abismo sem nele cair!

O Rei ouviu a resposta, pediu que ele aguardasse na sala onde estavam os outros candidatos reforçando a recomendação de não falar sobre o que conversaram e, pediu que o segundo candidato entrasse. Fez a mesma pergunta ao candidato usando exatamente as mesmas palavras e entonação de voz, recebendo a seguinte resposta:

- Meu Rei, tenho muitos anos de profissão e curso de direção defensiva diversas vezes renovado, o que me dá a certeza de conseguir parar a meio metro do abismo sem sofrer qualquer dano!

Da mesma forma que procedeu com o primeiro candidato, encaminhou o segundo a sala e solicitou a entrada do terceiro candidato.

Novamente, fez a mesma pergunta formulada aos dois primeiros candidatos, recebendo daquele homem de aparência frágil, porém determinado a seguinte resposta:

Ó Rei, transitando eu por uma estrada, independente da velocidade praticada, avistando ao longe um abismo, imediatamente reduzo a velocidade e me afasto o mais rápido possível, pois de Abismo eu quero distância!!!


Quem você acha que foi contratado pelo Rei?


Depois de ouvir a estória e a comparação feita por Rosenildo entre o motorista e o abismo, com o profissional e o acidente de trabalho, fiquei pensando que a mesma analogia poderia ser usada para retratar a relação entre o Ser Humano (Motorista) e o Pecado (Abismo).

Existem muitos Cristãos que se consideram tão "Super", que são capazes de chegar próximos do "Abismo", sem contudo despencar desfiladeiro abaixo. Do ponto de vista de Deus, tenho certeza que a postura do terceiro motorista deve ser a de cada um de nós, afinal de contas quem quer se arriscar cair no Abismo?!?!