terça-feira, 19 de janeiro de 2010

Qual o valor de uma Amizade?


Numa Fábrica trabalhavam dois grandes Amigos: Josefh e Severo.
A amizade deles era tamanha que causava certa inveja nos companheiros de trabalho. Em todas as atividades estavam juntos e dividiam até mesmo a "mistura" da marmita. Compartilhavam das alegrias e tristezas, sendo um sempre o apoio do outro. Durante anos conviveram naquela Fábrica e aos finais de semana sempre participavam de programas juntos: futebol, pescaria, caça, almoço familiar, enfim, eram "Amigos do Peito".

Num momento de crise financeira a Fábrica faliu deixando ambos desempregados e totalmente descapitalizados, pois nem mesmo os direitos trabalhistas foram pagos a eles. Passaram por aquele momento crítico juntos e tentavam a todo custo se recolocarem no mercado de trabalho, mas devido aos muitos anos trabalhados numa mesma função que não era comum, e por não terem buscado aprimoramento através de cursos na área de atuação profissional, não encontravam oportunidades.

Os meses se passaram e como consequência da falta de recursos ambos acabaram vendendo seus pertences para sustento pessoal até que sobraram apenas algumas mudas de roupas e uma notificação de despejo para cada um. Ainda assim a amizade se mantinha solidificada e como que por encanto, se tornara mais fraternal.

Decidiram "morar" juntos sob um viaduto próximo ao centro da cidade e se mantinham recolhendo e vendendo papelão, latinhas de alumínio e garrafas Pet. Durante algum tempo conseguiram se manter, mas a crise financeira continuou muito forte e até latinhas, papelão e Pet's se tornaram artigos difíceis de encontrar; junte-se a isso o fato de adoecerem... a umidade da "residência" e a alimentação pouco balanceada fez com que ambos contraissem pneumonia.

Certa manhã Joseph já muito debilitado disse a Severo:

- Amigo, se não nos alimentarmos teremos poucas chances de atravessar a frente fria que vem por aí... existe uma possibilidade de encontrarmos garrafas Pet's na represa da cidade, pois a população costuma jogá-las nos canais que desembocam nela.

Severo, muito pálido e sem forças até para falar naquele momento assentiu com a cabeça concordando com o Amigo e foram em direção à represa.

Logo perceberam que pouquíssimas eram as garrafas, mas como que parecendo improvável, avistaram uma corrente amarrada numa árvore às margens da represa. Severo vociferou:

- Josefh, se tivermos forças para recolher essa corrente poderemos vendê-la e nos mantermos por pelo menos 15 dias!

Fizeram um esforço hercúleo para puxar a corrente e surpreendentemente na ponta dela estava preso um baú com um cadeado enorme. Abriram o cadeado e vislumbraram a solução para todos os seus problemas: barras e mais barras de ouro!

Só havia um problema, como ambos estavam muito debilitados não conseguiriam levar o baú para vender algumas barras de ouro e depositar num banco todo o resto. Severo que estava em pior situação física sugeriu a Josefh:

- Pegue uma barra dessas meu amigo, vá até a cidade e venda. Compre roupas novas para você, vá ao barbeiro e peça o serviço completo, faça um bela refeição num restaurante refinado e traga uma "quentinha" para mim, que ficarei aqui com o baú aguardando seu regresso...

Bastante desconfiado, Josefh perguntou a Severo:

- Quem me garante que quando eu voltar você estará aqui me aguardando?

- O que é isso meu Amigo, passamos por tantas juntos, jamais faria algo que abalasse nossa amizade, ademais, estou tão fraco que, mesmo que quisesse não conseguiria arreder um metro esse baú do lugar que está - Disse Severo.

Muito à contra gosto Joseph pegou uma barra de ouro e rumou ao centro da cidade e seguiu a risca todos os conselhos de Severo: loja de roupas, barbearia, restaurante, "quentinha"...

Retornando às margens da represa pensou: - É muito dinheiro... poderia ficar com todo ele para mim, afinal "eu mereço"!

Ao passar por uma bodega teve uma idéia macabra: Vou comprar "chumbinho" misturar nessa quentinha... Severo, aquele esfomiado nem vai perceber e morrendo ele ficarei com todo o ouro para mim!

Colocou em prática a idéia nefasta e satisfeito, foi ao encontro do "Amigo". Aproximando-se do local não avistou Severo e encontrou o baú vazio! enquanto maldizia o dia que conheceu Severo, este se aproximou sorrateiramente por trás dele e desferiu um golpe em sua nuca com uma pedra lavada, matando o amigo... Severo tinha retirado uma a uma todas as barra de ouro e escondido atrás da árvore, de onde observava Josefh se aproximando. Pensara: "eu mereço" ficar com as barras de ouro, afinal Josefh sempre foi mais afortunado que eu! Arquitetou desferir o golpe no "Amigo", o que fizera com eficiência.

Após se certificar da morte de Josefh, Severo pegou a "quentinha" e a comeu como se fosse sua "última refeição", e ERA!!!


Esta ilustração retrata o quanto pernicioso pode ser o "Amor ao Dinheiro", como nos adverte a Palavra de Deus. Josefh e Severo, amigos em todas as circunstâncias foram tomados de assalto por um sentimento que há muito tem sido a ruína dos homens: "GANÂNCIA".

Não é preciso um baú de ouro para que esse sentimento aflore, basta que amigos concorram a uma única promoção no local de trabalho para que "assassinatos" aconteçam nas mentes e sentenças de morte saltem de suas bocas... Não precisa ser dinheiro: o poder, por menor que seja, muitas vezes traz a tona sentimentos tão perniciosos como a ganância: INVEJA, INTOLERÂNCIA e tantos outros!

Tenhamos todos o desejo de estarmos à "quilometros" de distância dessas torpezas,


Que o Amor de Deus e seu Carisma inunde nossos corações,

Mario Hermes

segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

"A que distância você consegue parar do Abismo sem cair nele???"

Semana passada no trabalho durante o DDS (Diálogo Diário de Segurança), que é uma reunião realizada diariamente antes do início do expediente para tratar de assuntos ligados à Segurança, Saúde, Meio Ambiente e Qualidade, o Rosenildo pediu a palavra e contou uma ilustração que vou reproduzir aqui:

Determinado Rei, precisando de um motorista para o conduzir aos seus compromissos, já que o velho companheiro de longos anos havia se aposentado, mandou colocar um anúncio no Jornal Real oferecendo uma vaga de "Motorista Real". Vários candidatos se apresentaram para concorrerem à vaga, mas a seleção prévia realizada pelos funcionários do palácio indicou 3 candidatos com Curriculuns exemplares, entretanto a decisão final seria do Rei que pessoalmente conversaria com os pretendentes ao "Volante Real".

Os candidatos, nervosos e ansiosos, aguardavam numa sala a entrevista com o Rei que não se demorou a entrar. Cumprimentou os homens impecavelmente vestidos e disse:

- Senhores, é evidente a capacidade profissional de todos vocês de modo que não há muito que analisar, a não ser a resposta que me darão à uma pergunta que farei em particular a cada um dos senhores. Vocês entrarão naquela sala e responderão ao meu questionamento; retornarão à esta sala, mas em hipótese nenhuma revelará aos demais a pergunta feita nem a resposta dada!

Depois destas instruções o primeiro candidato entrou e foi imediatamente questionado:

- Transitando por uma estrada e avistando ao longe um abismo, a qual distância você consegue parar antes do abismo sem cair nele, independente da velocidade praticada?!?!

O candidato pensou, pensou e respondeu:

- Levando em consideração todos os anos de experiência na profissão e habilidades adquiridas, com certeza consigo para 1 metro antes do abismo sem nele cair!

O Rei ouviu a resposta, pediu que ele aguardasse na sala onde estavam os outros candidatos reforçando a recomendação de não falar sobre o que conversaram e, pediu que o segundo candidato entrasse. Fez a mesma pergunta ao candidato usando exatamente as mesmas palavras e entonação de voz, recebendo a seguinte resposta:

- Meu Rei, tenho muitos anos de profissão e curso de direção defensiva diversas vezes renovado, o que me dá a certeza de conseguir parar a meio metro do abismo sem sofrer qualquer dano!

Da mesma forma que procedeu com o primeiro candidato, encaminhou o segundo a sala e solicitou a entrada do terceiro candidato.

Novamente, fez a mesma pergunta formulada aos dois primeiros candidatos, recebendo daquele homem de aparência frágil, porém determinado a seguinte resposta:

Ó Rei, transitando eu por uma estrada, independente da velocidade praticada, avistando ao longe um abismo, imediatamente reduzo a velocidade e me afasto o mais rápido possível, pois de Abismo eu quero distância!!!


Quem você acha que foi contratado pelo Rei?


Depois de ouvir a estória e a comparação feita por Rosenildo entre o motorista e o abismo, com o profissional e o acidente de trabalho, fiquei pensando que a mesma analogia poderia ser usada para retratar a relação entre o Ser Humano (Motorista) e o Pecado (Abismo).

Existem muitos Cristãos que se consideram tão "Super", que são capazes de chegar próximos do "Abismo", sem contudo despencar desfiladeiro abaixo. Do ponto de vista de Deus, tenho certeza que a postura do terceiro motorista deve ser a de cada um de nós, afinal de contas quem quer se arriscar cair no Abismo?!?!