sábado, 20 de fevereiro de 2010

"Pequenas Atitudes, Grandes Resultados!"


Na última terça-feira recebi um e-mail do meu irmão Marcelo, que mora em Portugal. Nós não nos conhecemos pessoalmente, pois só depois de 30 anos sem ter notícias de minha mãe a reencontrei no início de 2008 e então tive a grata surpresa, entre outras coisas, de conhecer Michelle, minha caçulinha e Marcelo que embora não tenhamos nos abraçado ainda por causa da distância, temos nos comunicado regularmente pela Internet ou por telefone, mas essa história é para outra postagem...
Nesse e-mail Marcelo conta uma história que não sei se é real ou uma ilustração, mas em todo caso serve de despertamento para que tenhamos atitudes de bondade para com todos os que nos cercam e agindo assim, mesmo sem premeditarmos, podemos ter surpresas emocionantes...
A Narrativa de "Mike" é essa:

Um dia, quando eu era calouro na escola, vi um garoto caminhado para casa depois da aula. Seu nome era Kyle. Ele estava carregando todos os seus livros. Eu pensei: "Por que alguém iria levar para casa todos os seus livro numa sexta-feira? Ele deve ser mesmo um C.D.F!"
O meu final de semana estava planejado (festas e um jogo de futebol com meus amigos no sábado à tarde), então dei de ombros e segui o meu caminho.
Conforme ia caminhando, vi um grupo de garotos correndo em direção a Kyle. Eles o atropelaram, arrancando todos os livros de seus braços, empurrando-o de forma que caiu, ficando prostrado no chão. Seus óculos voaram para longe; Kyle ergueu o rosto e eu vi uma terrível tristeza em seus olhos.
Meu coração ficou penalizado com aquele olhar... corri até ele para ajudá-lo, enquanto lágrimas banhavam seu rosto. Apanhei os óculos e ao entregá-los a ele disse: "Aqueles meninos são idiotas, deveriam arrumar algo melhor para fazer!"
Kyle olhou-me nos olhos e disse: "Hei, obrigado!"
Havia um grande sorriso em sua face. Era um daqueles sorrisos que realmente mostram gratidão. Então o ajudei a recolher os livros, dividindo com ele todo aquele peso e perguntei onde morava; éramos vizinhos, mas não nos conhecíamos. Conversamos por todo caminho de volta para casa e ele se revelou um garoto bem legal.
Convidei Kyle para jogar futebol comigo no sábado e passamos todo o fim de semana juntos. Quanto mais convivia com Kyle mais gostava dele e meus amigos compartilhavam do mesmo sentimento.
Na segunda-feira lá estava Kyle carregando de volta todos àqueles livros. Comentei: "Amigo, vai ficar musculoso carregando todos os dias essa pilha de livros!"
Ele simplesmente sorriu, dividiu comigo o peso e nunca mais o vi carregando tantos livros de uma só vez.
Durante os quatro anos seguintes, Kyle e eu nos tornamos amigos inseparáveis. Quando estávamos nos formando começamos a pensar em Faculdade. Kyle decidiu ira para Georgetown e eu para Duke.
Eu tinha certeza que seríamos amigos para sempre e que distância alguma seria capaz de nos separar. Ele seria Médico e eu tentaria uma bolsa escolar no time de futebol.
Kyle era o orador oficial de nossa turma. Eu o provocava o tempo todo sobre ele ser um C.D.F; ele teve que prepara um discurso de formatura eu estava aliviado de não ser eu o responsável por subir ao palanque e discursar...
No dia "D", Kyle estava ótimo. Era um daqueles caras que realmente faz sucesso com os colegas; estava mais encorpado e tinha uma bela aparência, apesar dos óculos. Era o "queridinho" das meninas e causava inveja na maioria dos meninos!
Eu podia ver no rosto dele o quanto estava nervoso, então dei um tapinha nas suas costas e disse: "Ei Garotão, você vai se sair bem!"
Com um olhar de gratidão semelhante ao que percebi há quatro anos passados, sorrindo ele disse: "Valeu!!!"
Ao subir no Oratório, limpou a garganta e começou o discurso:
"A Formatura é uma época para agradecermos àqueles que nos ajudaram durante estes anos duros. Nossos Pais, Professores, Irmãos, mas em especial nossos Amigos. Eu estou aqui para lhes dizer que ser amigo para alguém é o melhor presente que você pode dar. Vou contar-lhes uma história..."
Eu olhei para meu amigo sem conseguir acreditar enquanto ele contava a história sobre o dia em que nos falamos pela primeira vez. Ele havia planejado o suicídio naquele final de semana! Contou como havia esvaziado seu armário na escola para que sua mãe não tivesse que fazer isso depois que ele morresse e estava levando todos os seus pertences para casa.
Ele olhou diretamente nos meus olhos e deu um pequeno sorriso.
"Felizmente meu amigo me salvou de fazer algo Abominável!"
Eu observava o nó na garganta de todos na platéia enquanto aquele rapaz popular e bonito contava a todos sobre aquele momento de fraqueza.
Vi seu Pais olhando par mim e sorrindo com a mesma gratidão de seu filho.
Até aquele momento eu jamais havia me dado conta da profundidade do sorriso que ele me dera naquele distante dia.

Nunca menospreze o poder de suas ações; com um pequeno gesto você pode mudar a vida de uma pessoa.
Deus nos coloca na vida dos outros para causarmos um impacto de alguma forma. Procure fazer com que esse impacto seja o melhor possível!
Tiago nos adverte dizendo: "Aquele, pois, que sabe fazer o bem e não o faz, comete pecado" (Tiago 4:17); aos Gálatas Paulo escreve: "E não nos cansemos de fazer bem, porque a seu tempo ceifaremos, se não houvermos desfalecido" (Gálatas 6:9).

Reflita!!!

PS.: Em março meu mano Marcelo vem ao Brasil e finalmente poderemos nos abraçar!!!

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Amor Incondicional




Domingo, 14 de fevereiro fui ao Sítio onde a IBBarreto realizou o Retiro de Carnaval. Como não tenho carro e o acesso à Itaipuaçú é um tanto complicado nessa época, peguei uma carona com os Irmãos Olavo e Luzia Goiano que estavam trazendo para uma consulta no Hospital Santa Cruz em Niterói o pequeno Matheus, filho e Johnny e Lucy que passara a noite com febre vitimado por uma virose. Os pais estavam muito apreensivos, afinal pais extremados são assim mesmo... Eu os encontrei no "Ponto 100 Réis" e fomos até o Hospital para a consulta; ao chegarmos na emergência havia apenas uma mãe com sua filhina, Livia, uma linda mocinha com algumas complicações respiratórias, mas nada de muito sério. Em seguida surgiu o pai de Livia com um expressão de preocupação estampada no rosto que denotava o cuidado com a filha amada... mais uma vez o Amor de pais dedicados aflorava. Durante a consulta do pequeno Matheus fiquei conversando animadamente com o Irmão Olavo sobre vários assuntos e o tempo parecia não passar; o ambiente climatizado da Sala de Espera era convidativo, enquanto o calor escaldante no estacionamento desestimulava nossa saída...
Próximo ao fim da consulta de Mateuzinho, entrou na Sala uma Mãe de rosto belo e negro com seu filho nos braços. Era um menino lindo, de sorriso fácil, simpatia que encanta ao primeiro olhar. Seu probleminha de saúde era o mesmo de muitas crianças nesse período de temperaturas muito altas e viroses "à solta " por aí, entretanto havia uma diferença: Lucas é uma criança excepcional... Portador de uma paralisia cerebral que o condenou a ser uma eterna criança, o que me impressiona não são as limitações do "Pequeno Infante" Lucas, mas o Amor Incondicional de uma Mãe que sabe que terá que cuidar de seu filho por toda a vida com a certeza de jamais ser recompensada por ele! Tive a oportunidade de conversar com as duas mães e abençoar ambos os filhos, tanto Livia, dita por muitos "normal", quanto Lucas, o "Especial", mas especial mesmo foi essa oportunidade rara que tive. Isso me fez lembrar...
Em 1995, quando era dirigente da então Congregação Batista em Jardim Amendoeira, hoje Igreja Batista Central em Jardim Amendoeira, vivenciei bem de perto esse Amor Extraordinário... Rose, mãe de Vinicius se desdobrava durante todo o dia para cuidar dos afazeres da casa, do marido, do outro filho, enfim das atividades domésticas. Nos dias de culto lá estava Rose, uma mulher de meia idade, no rosto a denúncia do cansaço, corpo frágil, o aspecto gentil e sorriso tímido... no carrinho adaptado, já que Vinícius era já um adolescente de 13 anos e corpo alongado e disforme, vinha o sorridente menino que sempre recebeu de toda membresia da Congregação muito carinho e atenção que ele retribuía com "grunidos" indecifráveis, mas que nos fazia entender a felicidade que sentia por estar ali conosco. Fiz muitas visitas à casa de Rose e invariavelmente percebia a Dedicação e o Amor Imenso daquela Mãe por um filho totalmente dependente dela.
Tal qual esse Amor Inexplicável dessas duas Mães, a do Hospital e de Rose, é o Amor de Deus por nós... Não no tamanho, pois o Amor de Deus pelo Ser Humano é imensurável, mas no fato de ser um Amor Inexplicável ao ponto de enviar seu Único Filho para sofrer os martírios de Redentor.
Da mesma forma que as Mães de "Filhos Especiais" os amam sem qualquer expectativa de serem recompensadas por toda Dedicação e Amor, ainda que nós nos esmeremos no Serviço do "Rei", nada do que façamos será suficiente para agradecer tão Grande Amor de Deus por nós!
Precisamos reconhecer que, tanto quanto os Filhos dessas Mães Extremadas, nós somos totalmente dependentes Desse Deus que é Todo Amor e que não se cansa de nos surpreender com sua "Maravilhosa Graça"!!!
A propósito, chegamos ao Sítio na hora do almoço e o dia foi uma festa...
Mario Hermes

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