sábado, 27 de abril de 2013

"CONCLUSÃO & BIBLIOGRAFIA"



 Lição a ser ministrada em 26 de maio.


 Quero terminar contando uma história muito interessante que ouvi faz muitos anos.  A história do moço bom e do moço mau.  Conta-se que um adolescente estava em seu quarto compenetrado lendo um romance.  Era um livro muito interessante que contava a história do moço bom e do moço mau.  O moço bom temia a Deus, era um cristão sincero e vivia feliz com sua família.  Era muito amado por todos e profundamente respeitado em sua igreja.  Ele estava noivo e pretendia casar-se brevemente.  Sua noiva e ela já estavam até comprando os móveis para organizar a casa.
     Mas, havia também um moço mau naquela cidade.  Era alguém que não temia a Deus e vivia fazendo coisas erradas.  Ele tinha especial prazer em implicar com o moço bom e humilhá-lo.  Certo dia, o moço mau arranjou uma encrenca com o moço bom e tanto fez que acabou por espancá-lo gravemente.  O moço bom foi levado ao hospital e os médicos o desenganaram.  Lá estava o moço bom no Centro de Tratamento Intensivo e sua família e igreja choravam sua perda iminente.  O moço mau, entretanto, andava pelas ruas rindo-se às escâncaras e zombando pelo que fizera ao moço bom.
     Foi nesse ponto da história que o adolescente ficou indignado.  Não podia entender ou aceitar que o mal estivesse prevalecendo.  Isto não fazia sentido para ele.  Zangado, fechou o livro com força a ponto de desistir da leitura.  Você ainda se lembra de que esta era a história que ele estava lendo num romance em seu quarto.  Você conhece os adolescentes e sabe como eles são inconformados; mas eles também são muito curiosos. E, aquele adolescente teve a idéia de ir até a última página do livro só para ver como terminava a história.  Ficou muito entusiasmado ao constatar que no final da história o autor do romance relatava que o moço bom fora milagrosamente curado, havia se casado e continuava servindo a Deus com muito fervor.  O moço mau, porém, estava na prisão e chorava amargamente seus cries e crueldades.
     Consolado com este final da história o adolescente sozinho em seu quarto acha que vale a pena ler o romance todo.  Volta às páginas do meio onde se encontrava antes.  E, lá está o moço bom no hospital, desenganado pelos médicos, a noiva em prantos, a família e a igreja desoladas.  O moço mau, porém, andava pelas ruas rindo-se às escâncaras e zombando pelo que fizera ao moço bom.  Eis quando aquele adolescente, sozinho em seu quarto (você sabe como eles são espirituosos e espontâneos!), aponta para a página do livro que está diante dos seus olhos, e, como se falasse com o moço mau diz desafiadora e triunfalmente: “Se você soubesse o que já se, você não estaria rindo á desse jeito!”.
     Esta é a nossa condição: nós já lemos a última página.  Nós sabemos como a história vai terminar.  Às vezes temos a impressão de que o mal está vencendo o bem, mas nós sabemos que o mau não pode vencer o bom.  Seja do ponto de vista teológico, ou moral, ou filosófico, o bem está vocacionado a vencer o mal. Esta é a certeza que o Apocalipse nos traz.  O bem vai vencer. O mal será derrotado cabalmente. A vitória é de Jesus e de Sua igreja.  Não temos o que temer.
     Há um quadro pintado pelo famoso artista holandês Rembrandt sobre a crucificação do Senhor Jesus.  Ao pé da cruz, ele coloca as mulheres, a mãe do Salvador e ainda alguns de seus discípulos.  No meio deles, ainda sob a cruz, Rembrandt pinta o seu próprio rosto.  Todos os outros têm nos seus rostos o semblante triste pelo episódio da cruz; Rembrandt, ao contrário, esboça um sorriso na face.  Qual a explicação? Rembrandt já sabe de algo que os outros não sabiam: o Senhor ressuscitou ao terceiro dia!
     Quando abrimos o livro de Apocalipse somos consolados pela revelação de que a vitória final de Cristo e de Sua Igreja já está garantida.  Esta é a tônica de todo o último livro das Sagradas Escrituras.  Confira o que diz Apocalipse 4.1-11.  Nos capítulos 2 e 3 o Senhor envia cartas às sete igrejas da Ásia e, entre outras coisas, as consola a respeito da perseguição que estavam enfrentando de parte do império romano.
     O apostolo João está exilado na Ilha de Patmos e o seu coração de pastor está ferido porque a igreja está sendo tão afligida pelos inimigos de Deus.  Então, o capítulo 4 se abre com algo maravilhoso: Deus faz um convite a João para ver as coisas que depois daquelas haveriam de acontecer.  Ele é arrebatado em espírito e se vê na presença do Senhor.  Eis o que ele vê: “um trono estava posto no céu, e um assentado sobre o trono” (vs 2).
     Esta é uma visão consoladora.  Esta é uma visão que traz esperança.  Deus está no trono.  Ele reina e governa.  Ele tem toda a autoridade em Suas poderosas mãos.  Ele tem todo o controle da história.  Nada pode nos acontecer sem que Ele o permita.  Isto é magnífico.  E, é sob estas certezas que a igreja continua vivendo, sobrevivendo e testemunhando no mundo.  Desejo que cada missionário ou missionária ao redor do mundo seja dominado permanentemente por esta certeza inabalável em seu coração.
     Cabe à igreja do Senhor Jesus fazer diferença no mundo e na sociedade.  Somos o “sal da terra e a luz do mundo” e nossa presença tem de ser relevante.  Não importam as oposições e dificuldades.  A última página da história já está escrita e ninguém pode mudá-la.  No poder do Espírito Santo, a igreja vai marchar como um rolo compressor sobre o reino das trevas e esmagar todas as hostes espirituais da maldade que se opõem ao senhorio de Cristo.
     Nossa missão é cativar pessoas para Deus pela graça maravilhosa de Jesus.  E, os principados e potestades do mal não poderão impedir essa avalanche de Deus que vai libertando pessoas e trazendo-as ao doce senhorio de Cristo.  Há uma certeza que sempre anima o meu coração quanto prego o evangelho de Jesus: um dia destes, nós  vamos  alcançar  e  contagiar  o  mundo inteiro com a nossa mensagem, estila de vida e pregação; um dia deste nós vamos pintar o mapa do mundo inteiro com as cores do evangelho do Senhor Jesus Cristo.


BIBLIOGRAFIA

· Anderson, Neil T. / Quebrando Correntes – como vencer a Guerra Espiritual / Trad. Oswaldo Ramos/ Mundo Cristão, São Paulo, 1994;
· Boyd, Gregory / God at War / Inter Vasity Press;
· Larry Lea / As Armas da Sua Guerra / Vida;
· Bob Larson / Satanismo / Vida;
· Frank e Ida Mae Hammond / Porcos da Sala / Unilit;
· Caio Fábio / Batalha Espiritual / Vinde;
· R. Arthur Mathews / Nascido Para a Batalha / Vida;
· Mark Bubeck / Reavivamento Satânico / Mundo Cristão;
· Mark Bubeck / Vencer o Adversário / Mundo Cristão;
· Robert C. Linthicum / Cidade de Deus, Cidade de Satanás / Missão;
· Ricardo Gondim / Os Santos em Guerra / Abba Press, São Paulo, 1993;
· Sammy Tippit / Preparados Para a Batalha / Juerp, Rio de Janeiro;
· Vários Autores / Maturidade Cristã / JMNCBB, Rio de Janeiro, 1989;
· Ray C. Stedman / Batalha Espiritual / Trad. João Bentes / Abba Press, São Paulo, 1993;
· Opal Reddin (Organizador) / Confronto de Poderes / Trad. Wilson Villanova / Vida, São Paulo, 1996;
· Robert Lee / Cuidado Com o Inimigo / Trad. Oswaldo Ramos / Vida, São Paulo, 1995;
· Dean Sherman e Bill Payne / Batalha Espiritual Para Todo Cristão / Trad. Myrian Thalita Lins / Betânia, Venda Nova, 1993;
· Dave Hunt, T. A. McMahon / A Sedução do Cristianismo – discernimento espiritual nos últimos dias / Trad. Carlos Osvaldo Pinto / Chamada da Meia-Noite / Porto Alegre.

"A ESTRATÉGIA DA BATALHA ESPIRITUAL"



Lição a ser ministrada em 19 de maio.
 Estratégia é uma das questões fundamentais em uma batalha.  O inimigo de nossas almas é estrategista.  Ele tem os seus exércitos rigorosamente organizados.  Ele se estrutura de modo objetivo e deliberado.  E, um de nossos desafios é discernir as estratégias do maligno.  Onde ele pretende chegar?  Quais métodos ele está usando?  Quais dissimulações ele está praticando?  Por outro lado, observamos nas Escrituras Sagradas que o nosso Deus é extremamente estratégico.  Costumo dizer que Deus “não prega prego sem estopa”.  Tudo que Ele faz tem um propósito.  Portanto, seguir a vontade de Deus e obedecer aos Seus princípios é absolutamente essencial para ser vitorioso na batalha.
     A importância de formar uma cosmovisão
    Uma das dificuldades que enfrentamos na Batalha Espiritual é a falta de uma visão ampla do reino espiritual, do sistema mundo no qual estamos inseridos, da história e do contexto cultural que nos cerca.  A esta perspectiva da vida e do mundo chamamos de cosmovisão.  Tal cosmovisão implica no tipo de leitura que fazemos da realidade ao nosso redor.
     No livro “E agora, como viveremos?”, Charles Colson e Nancy Pierce (CPAD), denunciam com vigor a diferença que existe entre a cosmovisão do homem pós-moderno em nossos dias e a cosmovisão bíblica.  Eles alertam também para a constatação preocupante de que a igreja de Jesus Cristo tem assimilado a cosmovisão secular, o que prejudica sua ação como “sal da terra e luz do mundo”.  Nossa leitura do mundo e do reino espiritual tem de construir=se a partir dos valores bíblicos e não da perspectiva e dos valores do sistema mundo.
     A importância de buscar discernimento
    Discernimento é a capacidade dada pro Deus para perceber a essência das coisas, a sua verdade com plena nitidez.  O discernimento nos livra de sermos enganados pelo inimigo.  Sabemos que uma das características do Diabo é a sua capacidade de se mascarar, dissimular e enganar.  Em todo tempo, Satanás se ocupa em iludir, criar fantasias e enganar.
     Sabemos que a capacidade de discernir as verdades espirituais é obra do Espírito Santo no coração do crente.  O Espírito Santo nos guia em toda a verdade.
     Discernimento do tempo em que vivemos, das forças que estão atuando no mundo e na sociedade, das estratégias que o reino das trevas está usando.  A compreensão de conceitos como a pós-modernidade, a globalização e o relativismo ético e moral, pois estas forças estão ativas no mundo em que vivemos.
     Tapando as brechas
    O apóstolo Paulo adverte: “Não deis lugar ao Diabo” (Efésios 4.27).  Na luta contra o reino das trevas é importante destacar este aspecto.  O inimigo atua, mas ele só prevalece quando as pessoas abrem espaço para que assim aconteça.
     O pecado na vida da pessoa é sempre um facilitador para a ação maligna.  A Palavra de Deus exorta: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6.7-8).  Em Filipenses 4.8 lemos: “Quanto ao mais, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é o honesto, tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.
     Há muitas coisas que podem facilitar a interferência do maligno na vida das pessoas, inclusive dos crentes em Jesus: amarguras não confessadas, ódios acumulados no coração, mentira, imoralidade e todas as formas de pecados não confessados e abandonados, podem constituir brechas perigosas para que o inimigo traga perturbação à vida de uma pessoa ou de uma família.
     Exercendo autoridade
    Você pode se impressionar com o fato de que centenas de milhares de automóveis e caminhões que transitam pela movimentada avenida obedeçam rigorosamente ao pequeno guarda que se posiciona no cruzamento.  Ele é mesmo franzino, não tem títulos universitários e parece não ter muitos expedientes que lhe garantam vantagem em uma luta corporal na qual venha a estar eventualmente envolvido. No entanto, o caminhão Scania para imediatamente ao aceno firme da mão do baixinho.
     Qual seria a explicação desse fenômeno? Chamamos a isto de autoridade.  A farda que o policial veste significa que ele está ali em nome da lei, representando toda a sociedade e desobedecê-lo é ofender uma comunidade inteira.  É desafiar aqueles que o constituíram.  Ninguém o faria impunemente.  Este é o segredo do guarda de trânsito.  Ele tem autoridade delegada.
     Tal é igualmente a condição do cristão.  A autoridade que ele exerce é uma delegação do Reino dos Céus e dAquele que disse: “É-me dada toda a autoridade nos céus e na terra” (Mateus 28.18).  Não importa quão pequeno, humilde e frágil seja o cristão.  Ele está revestido da autoridade de Jesus Cristo.  E, cabe a ele exclusivamente exercer a autoridade que há no nome poderoso e santo do Senhor.  O problema muitas vezes é que temos autoridade, mas não a exercemos.
    Resistindo à tirania das tendências
    A década de 90 foi marcada pela previsões apocalípticas e a análise de tendências da sociedade.  Entre muitos livros que foram escritos com este corte de abordagem, um se destacou: “Megatrends” (Mega tendências), de Nasbitt.  Como acontece com pesquisas de opinião, questiona-se o papel deste tipo de literatura.  Seria uma análise neutra da realidade, ou seria parte de um plano para impor esta pretensa realidade?  O fato parece ser que muitos passaram a tratar as anunciadas tendências da sociedade e da história como se elas fossem irreversíveis ou inevitáveis.  Mais do que tendências, elas seriam imperativos.  Daí, o movimento Nova Era passa a ser tratado como um dragão cuja força totalitária não poderia ser impedida.  As chamas de suas narinas vieram de modo avassalador através da música popular, das artes plásticas, do marketing das empresas, da embalagem dos produtos, do treinamento de gerentes nas empresas, de sua influência na psicologia e nas terapias alternativas, do discurso dos políticos, da moda no vestuário e de tantas outras inúmeras formas.  A igreja de Jesus também se assustou com estas pretensas tendências como se elas não pudessem ser revertidas.  Tal estado de choque da igreja prejudica muito sua performance no mundo e na sociedade.  Não temos o que temer.  A Palavra de Deus afirma: “E todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (I João 4.3-4).
     Portanto, os cristãos têm de resistir à tirania das tendências.  Não podemos nos conformar a elas.  O Senhor Jesus nos instrui a resistirmos aos ditados populares que muitas vezes a sociedade repete como se fossem verdades absolutas.  No capítulo 4 do Evangelho de João, após evangelizar a mulher samaritana, o Senhor Jesus instrui os seus discípulos que vêm trazer-lhe alimento.  Ele exorta sobre a prioridade da obra de evangelização e de missões ao declarar: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (vs 34-35).
     O Senhor não queria que seus discípulos se conformassem a um ditado popular como se ele fosse verdade absoluta.  Os parâmetros para as suas prioridades eram outros.  O mesmo ocorre com a igreja em nossos dias.  Não podemos admitir as tendências como realidades irreversíveis.  Pregamos o evangelho para estabelecer o Reino de Deus.  E, para que a verdade de Deus seja feita “assim na terra como no céu” (Mateus 6.10).
      Cultivando o sentimento de inconformação
     Resgatar a vocação para o protesto e o boicote.  A mensagem do evangelho é essencialmente incomodatícia.  Em última análise, pregamos o evangelho para incomodar.  Nossa pregação tem de ser como pedras nos rins da sociedade.  A presença da igreja no mundo só será relevante na medida em que sua mensagem causar desconforto e o estilo de vida dos cristãos gerar constrangimentos ao mundo.  Se o mundo não se desconforta com a nossa presença, então não estamos fazendo diferença.  Neste sentido, um dos sentimentos mais importantes no coração dos cristãos é o da inconformação.  A Palavra de Deus afirma que “o mundo jaz no maligno”.  E, nós não vamos nos acomodar a esta realidade.  Estamos inconformados com o “status quo”, e não vamos nos submeter a ele.  Toda a ação evangelizadora e missionária precisa ter este componente de inconformação e protesto.  Pregamos o evangelho para mudar isso na vida das pessoas e, por conseqüência, em suas comunidades.

Temos de resgatar nossa vocação histórica para o protesto e o boicote.  A igreja é a comunidade da inconformação e do protesto.  A mensagem do evangelho possui uma nuance subversiva que constitui sua essência.  Pregamos o evangelho para subverter os planos do Diabo e resgatar vidas da ignorância espiritual e da escravidão ao pecado.  A pregação do evangelho provoca implosão nas estruturas Satânicas estabelecidas na sociedade e na cultura dos povos e nações.
     Orientando a oração intercessória
     Um dos nossos problemas cruciais com relação à obra missionária e à Batalha Espiritual em que os missionários estão envolvidos nos campos é que nos falta objetividade na oração intercessória.  Por falta de informações mais precisas e consistentes nossas orações se tornam genéricas e imprecisas.  Considero que quanto mais específicas e objetivas forem nossas orações, tanto melhor.  Algumas agências missionárias têm percebido esta necessidade e providenciam informações mais ágeis para as igrejas e os intercessores.
     Hoje, temos meios bastante eficazes para esta dinâmica de compartilhamento de informações, como as cartas circulares regulares, os aparelhos de fax, o correio eletrônico e outros expedientes que os missionários e suas agências passam a usar com frutos muito abundantes.  A partir do mapeamento histórico, cultural, social e espiritual de uma comunidade a ser alcançada, torna-se mais fácil mobilizar intercessores que guerreiem das trincheiras da oração e assim participarem ativamente da conquista de vidas e nações para Jesus.  Além disso, tais procedimentos facilitam a mobilização da igreja para oração, incentivam a boa vontade do povo para participar dos encontros de oração e da intercessão individual e viabilizam o acompanhamento dos resultados e respostas divinas às súplicas realizadas.  Efésios 6.18-20 revela que o apóstolo Paulo contava com as intercessões das igrejas em favor da obra missionária na qual ele e seus companheiros estavam envolvidos.
    Mobilizando o exército do Senhor
    Outro aspecto a ser considerado é a mobilização do exército do Senhor para a batalha mundial.  Temos muitas agências missionárias e muitas igrejas envolvidas com este mesmo mister.  Mas, com certa freqüência percebemos que nos falta mobilização adequada.  O fator fundamental da mobilização é a unidade do Corpo de Cristo, mas muitas vezes parece que estamos trabalhando isoladamente.
     Louvamos a Deus por iniciativas que buscam corrigir tal situação.  Podemos citar o Congresso de Lausanne, na Suíça, na década de 70.  Ainda os congressos de evangelistas e pastores promovidos pela Associação Evangelística Billy Graham nos anos de 1983, 1986 e 2000, em Amisterdã, na Holanda.  Ainda, o Movimento AD-2000 e seu esforça de mobilizar a Igreja do Senhor ao redor do mundo para a intercessão e a obra missionária.  Além destes, muitos outros esforços têm sido feitos no sentido de estabelecer estratégias para uma ação consistente da igreja em termos missionários e evangelísticos.  No Brasil, podemos citar os congressos Proclamai promovidos pela Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira.
     Parametrando a pregação e o ensino
    O mapeamento estratégico de uma comunidade pode dar ao missionário e à igreja as sinalizações quanto aos problemas mais recorrentes a às necessidades mais agudas daquele povo.  A partir daí, a mensagem pode ser mais contextualizada e objetiva.  O ensino e a pregação podem direcionar-se mais objetivamente para aquilo que realmente as pessoas estão vivendo, as dificuldades que mais impedem que elas recebam o evangelho e os impedimentos mais fortes a que se apossem da vida abundante que Cristo lhes oferece.
    Motivando ministérios e a ação correta
    Na proporção em que nossa percepção se aguça com relação aos verdadeiros problemas de uma comunidade, nossa oração se direciona e nossa ação se orienta.  Muitos dos ministérios que se despertam no seio de nossas igrejas são formas dos discípulos do Senhor Jesus responderem às necessidades das pessoas que estão ao seu redor e na comunidade.  Quando nos envolvemos seriamente com a oração intercessória, logo somos convencidos pelo Espírito Santo de que não nos basta apenas orar, é necessário fazer alguma coisa.  É este sentido que normalmente motiva o surgimento de ministérios de caráter evangelizador e missionário e ações concretas nesse sentido.

 



quinta-feira, 11 de abril de 2013

"A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA E A BATALHA ESPIRITUAL"



 Lição a ser ministrada em 12 de maio.  

 “Orando em todo tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar Dele livremente, como me convém falar.”
Efésios 6.18-20
     “Orando ao mesmo tempo também por nós, para que Deus nos abra uma porta à palavra, a fim de falarmos o mistério de Cristo.”
Colossenses 4.3
    Libertação – A Batalha Espiritual em prol de outros
    A oração é um dos fatores mais fundamentais no avanço da obra missionária no mundo.  Nenhum missionário pode dispensar a oração em sua vida devocional particular, ou a intercessão de outros discípulos do Senhor em seu favor.  A oração é a primeira expressão de inconformidade do crente com o “status quo” da sociedade e do mundo.  Ela é o recurso da igreja diante de sua própria incapacidade de mudar as coisas.  Pela oração a igreja clama ao Pai Celestial que lhe dê os recursos para a obra de missões e evangelização: os obreiros, o dinheiro, os recursos materiais e, acima de tudo, o poder espiritual para o testemunho.
     Por outro lado, a oração atua de tal forma na vida do discípulo que ele se percebe comprometido em fazer alguma coisa para mudar a situação.  A oração mobiliza o crente.  Ninguém pode ficar de braços cruzados se a sua oração é sincera.
     A oração trata do coração do crente e se constitui em ferramenta indispensável à Batalha Espiritual e obra de missões.
     A intercessão é um poderoso fator de envolvimento do crente com a obra missionária.  Há pessoas que assumem um sério compromisso com missões, mas não são chamadas por Deus para irem aos campos.  Entretanto, podem ser envolvidas através do compromisso da intercessão em favor de missões.  Tal envolvimento lhes trará uma grande alegria interior e as fará perceber que são participantes efetivas do avanço do Reino de Deus no mundo.
     Precisamos formar uma grande rede de grupos de intercessores nas igrejas.  Para isto, é importante que se fortaleça o vínculo de relacionamento e comunicação entre o missionário e a igreja.  Os intercessores precisam ter as informações permanentemente atualizadas dos campos.  A intercessão precisa ser alguma coisa ágil, quase instantânea.
     Outra prática que já se vai espalhando é criar-se uma sala de oração na igreja ou no lar.  Um ambiente tranqüilo, agradável e aconchegante, reservado apenas para a oração.  Entre a mobília simples, mas adequada, um mural com mapas do mundo, informações sobre os campos e fotografias dos missionários e de seu trabalho.
     Além do suporte espiritual que confere à obra realizada nos campos, a intercessão missionária tem a virtude de comprometer o intercessor com a obra de missões.  É impossível limitar-se apenas a orar por missões.  O aprofundamento no ministério de intercessão impele o intercessor irresistivelmente à ação concreta, a contribuir financeiramente no sustento dos missionários. E, não raro, o impele a ir.
     Envolva-se com a causa missionária.  Comece com oração.  Abra o coração para fazer o que Deus lhe pedirá depois.
     A intercessão missionária é uma arma eficaz e poderosa na guerra espiritual em que consiste a obra de missões.  Compreender esta dimensão da intercessão missionária implica em uma séria reflexão sobre o propósito original de missões, ou, o que missões significa para Deus e para o homem perdido.
     O fato é que Lúcifer já foi um anjo de Deus.  Mas, em seu coração cresceu a ambição de ser igual a Deus.  Neste intento, ele se rebelou contra o Todo-Poderoso, e conseguiu que muitos anjos o seguissem.  O Reino de Deus foi ultrajado.  Lúcifer passou a chamar-se Satanás e criou um reino para si: o reino das trevas.
     Insatisfeito em ser chefe apena de seus anjos, Satanás quis estender seus domínios. E, promoveu a tentação do homem.  Com a queda de Adão e Eva, a humanidade se tornou escrava do pecado e de Satanás.  O Diabo usurpou para si espaços que não lhe pertenciam.  Este é o significado da expressão bíblica: “o mundo inteiro jaz no maligno” (I João 5.19).
     Deus enviou se Filho Jesus Cristo ao mundo para libertar, resgatar e restaurar os seres humanos (Isaías 61.1-4). Sua morte na cruz do Calvário e sua ressurreição consolidaram a eficácia de sua missão.  Deus está restaurando para si o reino que lhe havia sido usurpado.
     A obra missionária é, portanto, uma batalha.  O inimigo não se conforma em estes fatos.  E, isto torna a batalha ainda mais cruenta.
     A igreja avança por ordem do grande General Jesus Cristo com a garantia de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18b).  Nesta batalha, os mísseis da oração intercessória se constituem arma indispensável no arsenal do Exército de Deus.  Alguns soldados são convocados para lutar na vanguarda, na linha de frente; outros participam da batalha nas trincheiras da oração. 
     Nossos missionários precisam ser sustentados por nossas intercessões permanentes.  As hostes inimigas não se sustentarão diante do bombardeio de nossas orações e serão forçadas a recuar.  Então se cumprirá cabalmente a profecia: “O reino do mundo passou a ser do nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11.15b).
     A intercessão missionária como expressão de inconformação
   O pecado tem imposto à humanidade uma vida de limitações, infelicidade e desgraça.  Como Neemias, em sua visita às ruínas da cidade de Jerusalém, podemos afirmar: “Bem vedes vós o triste estado em que estamos” (Neemias 2.17).
     Ao passearmos pelo mundo constatamos o lamentável estado em que se encontra a humanidade.  Vemos vidas destruídas, lares destroçados, almas e nações inteiras caminhando para a perdição eterna.
     Como cristãos, não temos o direito de nos acomodarmos a esta realidade.  Não podemos simplesmente cruzar os braços.  Nós nos negamos a aceitar esta situação de derrota e opróbrio.
     E, a mais imediata expressão da nossa indignação e inconformismo é a oração, através da qual nos solidarizamos com o propósito de Deus no sentido de mudar as coisas.
     A Palavra de Deus é enfática: “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (I João 3.8b).
     David F. Wells diz que a oração é uma rebelião contra o “status quo”.  Deste modo, a oração é o recurso pelo qual nos negamos a aceitar o fatalismo reinante neste mundo, que é fruto da ação desencorajadora do pessimismo insuflado pelo inimigo.
     O pressuposto da pregação evangélica e da obra missionária em si é que as coisas precisam e podem mudar.  Por mais adversas que sejam as condições, por mais hostis que sejam as pessoas ou não receptivas as culturas às quais ministrem os missionários, cremos que o evangelho  “é o poder de Deus” que tem condições de transformá-las.
     Este é o sentido da intercessão missionária: reafirmar nossa inconformação dom a desgraça dos povos e intensificar os combates contra as hostes que os escravizam, no propósito de derrotá-las, em nome do Senhor Jesus Cristo.
    O desafio das missões aos povos indígenas
     A população indígena no Brasil ainda constitui um dos maiores desafios à nossa ação missionária.  Segundo as estatísticas, temos aproximadamente 200 tribos, das quais apenas 25% já foram alcançadas com a mensagem do evangelho de Jesus em seu próprio idioma.
     Além disso, as missões evangélicas entre as tribos indígenas têm sofrido permanente oposição de parte dos mais variados segmentos da sociedade.  Os interesses econômicos das mineradoras, das madeireiras, dos monopólios de garimpo e outros grupos de exploradores desejam manter a todo custo o domínio sobre as reservas indígenas, freqüentemente se opõem ao trabalho dos missionários.
     A pregação do evangelho tem levado a libertação de Cristo a muitos indígenas que viviam no alcoolismo, no tabagismo e na toxicomania, na prostituição e em tantas outras formas de pecado e degradação.  São os missionários que têm sistematizado idiomas indígenas e ensinado aquelas pessoas humanas a ler, escrever e fazer contas.  São os missionários que têm levado cuidados médicos, odontológicos, ambulatoriais e medicamentos às populações indígenas nos lugares mais distantes do interior do país.
     Sabemos que esta é uma luta de caráter espiritual, “contra os principados, contras as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contras as hostes da iniqüidade nas regiões celestes” (Efésios 6.12).  Mas, estamos certos da vitória, pois “vós sois de Deus, e já tendes vencido: porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (I João 4.4).
     Portanto, irmãos, oremos e mobilizemo-nos como Exército de Deus para expressar nossa disposição de obediência incondicional ao “Ide” do Senhor Jesus, pois o Senhor também morreu na cruz para salvar as nações indígenas.