quinta-feira, 11 de abril de 2013

"A ORAÇÃO INTERCESSÓRIA E A BATALHA ESPIRITUAL"



 Lição a ser ministrada em 12 de maio.  

 “Orando em todo tempo com toda a oração e súplica no Espírito, e vigiando nisto com toda a perseverança e súplica por todos os santos, e por mim; para que me seja dada, no abrir da minha boca, a palavra com confiança, para fazer notório o mistério do evangelho, pelo qual sou embaixador em cadeias, para que possa falar Dele livremente, como me convém falar.”
Efésios 6.18-20
     “Orando ao mesmo tempo também por nós, para que Deus nos abra uma porta à palavra, a fim de falarmos o mistério de Cristo.”
Colossenses 4.3
    Libertação – A Batalha Espiritual em prol de outros
    A oração é um dos fatores mais fundamentais no avanço da obra missionária no mundo.  Nenhum missionário pode dispensar a oração em sua vida devocional particular, ou a intercessão de outros discípulos do Senhor em seu favor.  A oração é a primeira expressão de inconformidade do crente com o “status quo” da sociedade e do mundo.  Ela é o recurso da igreja diante de sua própria incapacidade de mudar as coisas.  Pela oração a igreja clama ao Pai Celestial que lhe dê os recursos para a obra de missões e evangelização: os obreiros, o dinheiro, os recursos materiais e, acima de tudo, o poder espiritual para o testemunho.
     Por outro lado, a oração atua de tal forma na vida do discípulo que ele se percebe comprometido em fazer alguma coisa para mudar a situação.  A oração mobiliza o crente.  Ninguém pode ficar de braços cruzados se a sua oração é sincera.
     A oração trata do coração do crente e se constitui em ferramenta indispensável à Batalha Espiritual e obra de missões.
     A intercessão é um poderoso fator de envolvimento do crente com a obra missionária.  Há pessoas que assumem um sério compromisso com missões, mas não são chamadas por Deus para irem aos campos.  Entretanto, podem ser envolvidas através do compromisso da intercessão em favor de missões.  Tal envolvimento lhes trará uma grande alegria interior e as fará perceber que são participantes efetivas do avanço do Reino de Deus no mundo.
     Precisamos formar uma grande rede de grupos de intercessores nas igrejas.  Para isto, é importante que se fortaleça o vínculo de relacionamento e comunicação entre o missionário e a igreja.  Os intercessores precisam ter as informações permanentemente atualizadas dos campos.  A intercessão precisa ser alguma coisa ágil, quase instantânea.
     Outra prática que já se vai espalhando é criar-se uma sala de oração na igreja ou no lar.  Um ambiente tranqüilo, agradável e aconchegante, reservado apenas para a oração.  Entre a mobília simples, mas adequada, um mural com mapas do mundo, informações sobre os campos e fotografias dos missionários e de seu trabalho.
     Além do suporte espiritual que confere à obra realizada nos campos, a intercessão missionária tem a virtude de comprometer o intercessor com a obra de missões.  É impossível limitar-se apenas a orar por missões.  O aprofundamento no ministério de intercessão impele o intercessor irresistivelmente à ação concreta, a contribuir financeiramente no sustento dos missionários. E, não raro, o impele a ir.
     Envolva-se com a causa missionária.  Comece com oração.  Abra o coração para fazer o que Deus lhe pedirá depois.
     A intercessão missionária é uma arma eficaz e poderosa na guerra espiritual em que consiste a obra de missões.  Compreender esta dimensão da intercessão missionária implica em uma séria reflexão sobre o propósito original de missões, ou, o que missões significa para Deus e para o homem perdido.
     O fato é que Lúcifer já foi um anjo de Deus.  Mas, em seu coração cresceu a ambição de ser igual a Deus.  Neste intento, ele se rebelou contra o Todo-Poderoso, e conseguiu que muitos anjos o seguissem.  O Reino de Deus foi ultrajado.  Lúcifer passou a chamar-se Satanás e criou um reino para si: o reino das trevas.
     Insatisfeito em ser chefe apena de seus anjos, Satanás quis estender seus domínios. E, promoveu a tentação do homem.  Com a queda de Adão e Eva, a humanidade se tornou escrava do pecado e de Satanás.  O Diabo usurpou para si espaços que não lhe pertenciam.  Este é o significado da expressão bíblica: “o mundo inteiro jaz no maligno” (I João 5.19).
     Deus enviou se Filho Jesus Cristo ao mundo para libertar, resgatar e restaurar os seres humanos (Isaías 61.1-4). Sua morte na cruz do Calvário e sua ressurreição consolidaram a eficácia de sua missão.  Deus está restaurando para si o reino que lhe havia sido usurpado.
     A obra missionária é, portanto, uma batalha.  O inimigo não se conforma em estes fatos.  E, isto torna a batalha ainda mais cruenta.
     A igreja avança por ordem do grande General Jesus Cristo com a garantia de que “as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mateus 16.18b).  Nesta batalha, os mísseis da oração intercessória se constituem arma indispensável no arsenal do Exército de Deus.  Alguns soldados são convocados para lutar na vanguarda, na linha de frente; outros participam da batalha nas trincheiras da oração. 
     Nossos missionários precisam ser sustentados por nossas intercessões permanentes.  As hostes inimigas não se sustentarão diante do bombardeio de nossas orações e serão forçadas a recuar.  Então se cumprirá cabalmente a profecia: “O reino do mundo passou a ser do nosso Senhor e do seu Cristo, e Ele reinará pelos séculos dos séculos” (Apocalipse 11.15b).
     A intercessão missionária como expressão de inconformação
   O pecado tem imposto à humanidade uma vida de limitações, infelicidade e desgraça.  Como Neemias, em sua visita às ruínas da cidade de Jerusalém, podemos afirmar: “Bem vedes vós o triste estado em que estamos” (Neemias 2.17).
     Ao passearmos pelo mundo constatamos o lamentável estado em que se encontra a humanidade.  Vemos vidas destruídas, lares destroçados, almas e nações inteiras caminhando para a perdição eterna.
     Como cristãos, não temos o direito de nos acomodarmos a esta realidade.  Não podemos simplesmente cruzar os braços.  Nós nos negamos a aceitar esta situação de derrota e opróbrio.
     E, a mais imediata expressão da nossa indignação e inconformismo é a oração, através da qual nos solidarizamos com o propósito de Deus no sentido de mudar as coisas.
     A Palavra de Deus é enfática: “Para isto o Filho de Deus se manifestou: para destruir as obras do Diabo” (I João 3.8b).
     David F. Wells diz que a oração é uma rebelião contra o “status quo”.  Deste modo, a oração é o recurso pelo qual nos negamos a aceitar o fatalismo reinante neste mundo, que é fruto da ação desencorajadora do pessimismo insuflado pelo inimigo.
     O pressuposto da pregação evangélica e da obra missionária em si é que as coisas precisam e podem mudar.  Por mais adversas que sejam as condições, por mais hostis que sejam as pessoas ou não receptivas as culturas às quais ministrem os missionários, cremos que o evangelho  “é o poder de Deus” que tem condições de transformá-las.
     Este é o sentido da intercessão missionária: reafirmar nossa inconformação dom a desgraça dos povos e intensificar os combates contra as hostes que os escravizam, no propósito de derrotá-las, em nome do Senhor Jesus Cristo.
    O desafio das missões aos povos indígenas
     A população indígena no Brasil ainda constitui um dos maiores desafios à nossa ação missionária.  Segundo as estatísticas, temos aproximadamente 200 tribos, das quais apenas 25% já foram alcançadas com a mensagem do evangelho de Jesus em seu próprio idioma.
     Além disso, as missões evangélicas entre as tribos indígenas têm sofrido permanente oposição de parte dos mais variados segmentos da sociedade.  Os interesses econômicos das mineradoras, das madeireiras, dos monopólios de garimpo e outros grupos de exploradores desejam manter a todo custo o domínio sobre as reservas indígenas, freqüentemente se opõem ao trabalho dos missionários.
     A pregação do evangelho tem levado a libertação de Cristo a muitos indígenas que viviam no alcoolismo, no tabagismo e na toxicomania, na prostituição e em tantas outras formas de pecado e degradação.  São os missionários que têm sistematizado idiomas indígenas e ensinado aquelas pessoas humanas a ler, escrever e fazer contas.  São os missionários que têm levado cuidados médicos, odontológicos, ambulatoriais e medicamentos às populações indígenas nos lugares mais distantes do interior do país.
     Sabemos que esta é uma luta de caráter espiritual, “contra os principados, contras as potestades, contra os príncipes do mundo destas trevas, contras as hostes da iniqüidade nas regiões celestes” (Efésios 6.12).  Mas, estamos certos da vitória, pois “vós sois de Deus, e já tendes vencido: porque maior é aquele que está em vós do que aquele que está no mundo” (I João 4.4).
     Portanto, irmãos, oremos e mobilizemo-nos como Exército de Deus para expressar nossa disposição de obediência incondicional ao “Ide” do Senhor Jesus, pois o Senhor também morreu na cruz para salvar as nações indígenas.

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