sábado, 27 de abril de 2013

"A ESTRATÉGIA DA BATALHA ESPIRITUAL"



Lição a ser ministrada em 19 de maio.
 Estratégia é uma das questões fundamentais em uma batalha.  O inimigo de nossas almas é estrategista.  Ele tem os seus exércitos rigorosamente organizados.  Ele se estrutura de modo objetivo e deliberado.  E, um de nossos desafios é discernir as estratégias do maligno.  Onde ele pretende chegar?  Quais métodos ele está usando?  Quais dissimulações ele está praticando?  Por outro lado, observamos nas Escrituras Sagradas que o nosso Deus é extremamente estratégico.  Costumo dizer que Deus “não prega prego sem estopa”.  Tudo que Ele faz tem um propósito.  Portanto, seguir a vontade de Deus e obedecer aos Seus princípios é absolutamente essencial para ser vitorioso na batalha.
     A importância de formar uma cosmovisão
    Uma das dificuldades que enfrentamos na Batalha Espiritual é a falta de uma visão ampla do reino espiritual, do sistema mundo no qual estamos inseridos, da história e do contexto cultural que nos cerca.  A esta perspectiva da vida e do mundo chamamos de cosmovisão.  Tal cosmovisão implica no tipo de leitura que fazemos da realidade ao nosso redor.
     No livro “E agora, como viveremos?”, Charles Colson e Nancy Pierce (CPAD), denunciam com vigor a diferença que existe entre a cosmovisão do homem pós-moderno em nossos dias e a cosmovisão bíblica.  Eles alertam também para a constatação preocupante de que a igreja de Jesus Cristo tem assimilado a cosmovisão secular, o que prejudica sua ação como “sal da terra e luz do mundo”.  Nossa leitura do mundo e do reino espiritual tem de construir=se a partir dos valores bíblicos e não da perspectiva e dos valores do sistema mundo.
     A importância de buscar discernimento
    Discernimento é a capacidade dada pro Deus para perceber a essência das coisas, a sua verdade com plena nitidez.  O discernimento nos livra de sermos enganados pelo inimigo.  Sabemos que uma das características do Diabo é a sua capacidade de se mascarar, dissimular e enganar.  Em todo tempo, Satanás se ocupa em iludir, criar fantasias e enganar.
     Sabemos que a capacidade de discernir as verdades espirituais é obra do Espírito Santo no coração do crente.  O Espírito Santo nos guia em toda a verdade.
     Discernimento do tempo em que vivemos, das forças que estão atuando no mundo e na sociedade, das estratégias que o reino das trevas está usando.  A compreensão de conceitos como a pós-modernidade, a globalização e o relativismo ético e moral, pois estas forças estão ativas no mundo em que vivemos.
     Tapando as brechas
    O apóstolo Paulo adverte: “Não deis lugar ao Diabo” (Efésios 4.27).  Na luta contra o reino das trevas é importante destacar este aspecto.  O inimigo atua, mas ele só prevalece quando as pessoas abrem espaço para que assim aconteça.
     O pecado na vida da pessoa é sempre um facilitador para a ação maligna.  A Palavra de Deus exorta: “Não erreis: Deus não se deixa escarnecer; porque tudo que o homem semear, isso também ceifará. Porque o que semeia na carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia no Espírito ceifará a vida eterna” (Gálatas 6.7-8).  Em Filipenses 4.8 lemos: “Quanto ao mais, irmãos, tudo que é verdadeiro, tudo que é o honesto, tudo o que é justo, tudo que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai”.
     Há muitas coisas que podem facilitar a interferência do maligno na vida das pessoas, inclusive dos crentes em Jesus: amarguras não confessadas, ódios acumulados no coração, mentira, imoralidade e todas as formas de pecados não confessados e abandonados, podem constituir brechas perigosas para que o inimigo traga perturbação à vida de uma pessoa ou de uma família.
     Exercendo autoridade
    Você pode se impressionar com o fato de que centenas de milhares de automóveis e caminhões que transitam pela movimentada avenida obedeçam rigorosamente ao pequeno guarda que se posiciona no cruzamento.  Ele é mesmo franzino, não tem títulos universitários e parece não ter muitos expedientes que lhe garantam vantagem em uma luta corporal na qual venha a estar eventualmente envolvido. No entanto, o caminhão Scania para imediatamente ao aceno firme da mão do baixinho.
     Qual seria a explicação desse fenômeno? Chamamos a isto de autoridade.  A farda que o policial veste significa que ele está ali em nome da lei, representando toda a sociedade e desobedecê-lo é ofender uma comunidade inteira.  É desafiar aqueles que o constituíram.  Ninguém o faria impunemente.  Este é o segredo do guarda de trânsito.  Ele tem autoridade delegada.
     Tal é igualmente a condição do cristão.  A autoridade que ele exerce é uma delegação do Reino dos Céus e dAquele que disse: “É-me dada toda a autoridade nos céus e na terra” (Mateus 28.18).  Não importa quão pequeno, humilde e frágil seja o cristão.  Ele está revestido da autoridade de Jesus Cristo.  E, cabe a ele exclusivamente exercer a autoridade que há no nome poderoso e santo do Senhor.  O problema muitas vezes é que temos autoridade, mas não a exercemos.
    Resistindo à tirania das tendências
    A década de 90 foi marcada pela previsões apocalípticas e a análise de tendências da sociedade.  Entre muitos livros que foram escritos com este corte de abordagem, um se destacou: “Megatrends” (Mega tendências), de Nasbitt.  Como acontece com pesquisas de opinião, questiona-se o papel deste tipo de literatura.  Seria uma análise neutra da realidade, ou seria parte de um plano para impor esta pretensa realidade?  O fato parece ser que muitos passaram a tratar as anunciadas tendências da sociedade e da história como se elas fossem irreversíveis ou inevitáveis.  Mais do que tendências, elas seriam imperativos.  Daí, o movimento Nova Era passa a ser tratado como um dragão cuja força totalitária não poderia ser impedida.  As chamas de suas narinas vieram de modo avassalador através da música popular, das artes plásticas, do marketing das empresas, da embalagem dos produtos, do treinamento de gerentes nas empresas, de sua influência na psicologia e nas terapias alternativas, do discurso dos políticos, da moda no vestuário e de tantas outras inúmeras formas.  A igreja de Jesus também se assustou com estas pretensas tendências como se elas não pudessem ser revertidas.  Tal estado de choque da igreja prejudica muito sua performance no mundo e na sociedade.  Não temos o que temer.  A Palavra de Deus afirma: “E todo espírito que não confessa que Jesus Cristo veio em carne não é de Deus; mas este é o espírito do anticristo, do qual já ouvistes que há de vir, e eis que está já no mundo. Filhinhos, sois de Deus e já os tendes vencido, porque maior é o que está em vós do que o que está no mundo” (I João 4.3-4).
     Portanto, os cristãos têm de resistir à tirania das tendências.  Não podemos nos conformar a elas.  O Senhor Jesus nos instrui a resistirmos aos ditados populares que muitas vezes a sociedade repete como se fossem verdades absolutas.  No capítulo 4 do Evangelho de João, após evangelizar a mulher samaritana, o Senhor Jesus instrui os seus discípulos que vêm trazer-lhe alimento.  Ele exorta sobre a prioridade da obra de evangelização e de missões ao declarar: “A minha comida é fazer a vontade daquele que me enviou e realizar a sua obra. Não dizeis vós que ainda há quatro meses até que venha a ceifa? Eis que eu vos digo: levantai os vossos olhos e vede as terras, que já estão brancas para a ceifa” (vs 34-35).
     O Senhor não queria que seus discípulos se conformassem a um ditado popular como se ele fosse verdade absoluta.  Os parâmetros para as suas prioridades eram outros.  O mesmo ocorre com a igreja em nossos dias.  Não podemos admitir as tendências como realidades irreversíveis.  Pregamos o evangelho para estabelecer o Reino de Deus.  E, para que a verdade de Deus seja feita “assim na terra como no céu” (Mateus 6.10).
      Cultivando o sentimento de inconformação
     Resgatar a vocação para o protesto e o boicote.  A mensagem do evangelho é essencialmente incomodatícia.  Em última análise, pregamos o evangelho para incomodar.  Nossa pregação tem de ser como pedras nos rins da sociedade.  A presença da igreja no mundo só será relevante na medida em que sua mensagem causar desconforto e o estilo de vida dos cristãos gerar constrangimentos ao mundo.  Se o mundo não se desconforta com a nossa presença, então não estamos fazendo diferença.  Neste sentido, um dos sentimentos mais importantes no coração dos cristãos é o da inconformação.  A Palavra de Deus afirma que “o mundo jaz no maligno”.  E, nós não vamos nos acomodar a esta realidade.  Estamos inconformados com o “status quo”, e não vamos nos submeter a ele.  Toda a ação evangelizadora e missionária precisa ter este componente de inconformação e protesto.  Pregamos o evangelho para mudar isso na vida das pessoas e, por conseqüência, em suas comunidades.

Temos de resgatar nossa vocação histórica para o protesto e o boicote.  A igreja é a comunidade da inconformação e do protesto.  A mensagem do evangelho possui uma nuance subversiva que constitui sua essência.  Pregamos o evangelho para subverter os planos do Diabo e resgatar vidas da ignorância espiritual e da escravidão ao pecado.  A pregação do evangelho provoca implosão nas estruturas Satânicas estabelecidas na sociedade e na cultura dos povos e nações.
     Orientando a oração intercessória
     Um dos nossos problemas cruciais com relação à obra missionária e à Batalha Espiritual em que os missionários estão envolvidos nos campos é que nos falta objetividade na oração intercessória.  Por falta de informações mais precisas e consistentes nossas orações se tornam genéricas e imprecisas.  Considero que quanto mais específicas e objetivas forem nossas orações, tanto melhor.  Algumas agências missionárias têm percebido esta necessidade e providenciam informações mais ágeis para as igrejas e os intercessores.
     Hoje, temos meios bastante eficazes para esta dinâmica de compartilhamento de informações, como as cartas circulares regulares, os aparelhos de fax, o correio eletrônico e outros expedientes que os missionários e suas agências passam a usar com frutos muito abundantes.  A partir do mapeamento histórico, cultural, social e espiritual de uma comunidade a ser alcançada, torna-se mais fácil mobilizar intercessores que guerreiem das trincheiras da oração e assim participarem ativamente da conquista de vidas e nações para Jesus.  Além disso, tais procedimentos facilitam a mobilização da igreja para oração, incentivam a boa vontade do povo para participar dos encontros de oração e da intercessão individual e viabilizam o acompanhamento dos resultados e respostas divinas às súplicas realizadas.  Efésios 6.18-20 revela que o apóstolo Paulo contava com as intercessões das igrejas em favor da obra missionária na qual ele e seus companheiros estavam envolvidos.
    Mobilizando o exército do Senhor
    Outro aspecto a ser considerado é a mobilização do exército do Senhor para a batalha mundial.  Temos muitas agências missionárias e muitas igrejas envolvidas com este mesmo mister.  Mas, com certa freqüência percebemos que nos falta mobilização adequada.  O fator fundamental da mobilização é a unidade do Corpo de Cristo, mas muitas vezes parece que estamos trabalhando isoladamente.
     Louvamos a Deus por iniciativas que buscam corrigir tal situação.  Podemos citar o Congresso de Lausanne, na Suíça, na década de 70.  Ainda os congressos de evangelistas e pastores promovidos pela Associação Evangelística Billy Graham nos anos de 1983, 1986 e 2000, em Amisterdã, na Holanda.  Ainda, o Movimento AD-2000 e seu esforça de mobilizar a Igreja do Senhor ao redor do mundo para a intercessão e a obra missionária.  Além destes, muitos outros esforços têm sido feitos no sentido de estabelecer estratégias para uma ação consistente da igreja em termos missionários e evangelísticos.  No Brasil, podemos citar os congressos Proclamai promovidos pela Junta de Missões Mundiais da Convenção Batista Brasileira.
     Parametrando a pregação e o ensino
    O mapeamento estratégico de uma comunidade pode dar ao missionário e à igreja as sinalizações quanto aos problemas mais recorrentes a às necessidades mais agudas daquele povo.  A partir daí, a mensagem pode ser mais contextualizada e objetiva.  O ensino e a pregação podem direcionar-se mais objetivamente para aquilo que realmente as pessoas estão vivendo, as dificuldades que mais impedem que elas recebam o evangelho e os impedimentos mais fortes a que se apossem da vida abundante que Cristo lhes oferece.
    Motivando ministérios e a ação correta
    Na proporção em que nossa percepção se aguça com relação aos verdadeiros problemas de uma comunidade, nossa oração se direciona e nossa ação se orienta.  Muitos dos ministérios que se despertam no seio de nossas igrejas são formas dos discípulos do Senhor Jesus responderem às necessidades das pessoas que estão ao seu redor e na comunidade.  Quando nos envolvemos seriamente com a oração intercessória, logo somos convencidos pelo Espírito Santo de que não nos basta apenas orar, é necessário fazer alguma coisa.  É este sentido que normalmente motiva o surgimento de ministérios de caráter evangelizador e missionário e ações concretas nesse sentido.

 



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